quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Orquídea de Braço

Hoje eu digo que seguro o cigarro de lado, ela me segura pela:

_Esquerda.
_Sim, é bonita.

Disse que fuma por aí, já andei investigando os jardins de Lygia. Prossegui nesse tom que a gente tem quando quer falar que gosta e porque "Está apaixonado e falando tudo".

_ Não, Mônica, não estou apaixonada.

Aparece-me pela direita dizendo que a música brega tem um quê de confessar. Acendo assim mais um cigarro de palha que disse não gostar, de palha, cortada no último domingo.

_ Lógico que quer alguma carta_ Mônica sempre completa.

_ Mas prefiro ser romântica, estragar o computador do meu pai, arrancar os sete Fautos, ou Faunos, ou já não sei mais em que língua falar.

_ Funk, eu sei que ela ouve funk e gosta de se divertir.

_ Talvez...

A prova que não se está apaixonado, a prova que não quer comer nem a beira do Master Chef. Prossigo em silêncio pensando em seu cachorro, o mesmo cigarro parado de lado, a mesma rima, a orelha direita coça.

_ Prefiro política.

_ Ah! Sei que tem marte em...

_ ... Gêmeos.

Meu retorno em sagitário, mas hoje é quinta ainda e a balada nem sei em quantos 10 anos vai parar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Sintético versus Analítico



Quando elaboramos um relatório apresentação, um parecer, um planejamento, avaliação ou relatório devemos enunciar e apresentá-lo de forma sintética ou de forma analítica?

Um questionamento pertinente, já que, se elaboramos um trabalho extenso, corremos o risco de, ou não ser lido, ou, se lido, não ser devidamente compreendido; se sintético, corremos o risco de simplificar demais e não despertar o interesse e a compreensão completa do assunto tratado.

Na minha opinião, temos dois passos distintos:
  • Primeiro, temos que elaborar o documento - A elaboração implicará na análise do assunto que trataremos o que significa abordagem o mais abrangente e detalhada que pudermos, pois se vamos tratar do assunto em questão, é imprescindível conhecê-lo o mais profundamente possível.
  • Segundo, temos que preparar a apresentação - A apresentação deverá resumir o estudo elaborado de tal forma que seja sucinto sem perder a objetividade e a amplitude.


Não é fácil mas é possível sintetizar em poucas laudas ou através de recursos visuais sem perder o foco e a amplitude com a possibilidade de, se questionados, detalhar melhor o assunto tratado.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Vida de espécies não humanas sob ameaça


Há muito ouvimos sobre as ameaças à vida animal. 

Este planeta já assistiu ao aparecimento, evolução e extinção de espécies. Se tomarmos a trajetória das diferentes espécies, veremos que algumas delas chegou a dominar o planeta por milhões de anos antes de seu declínio e extinção; declínio e extinção provocados por uma série de fatores como alterações climáticas, geológicas ou mesmo o surgimento de outras espécies que superaram e acabaram por extinguir a anterior.
As novas espécies nem sempre "assassinam" as espécies que extinguem. Nem sempre se alimentam da espécie anterior, simplesmente ocupam o espaço antes ocupado por elas provocando seu declínio e extinção, como hoje faz o homem com várias outras espécies não humanas.

A raça humana hoje ocupa a maior parte do planeta. Esta ocupação extingue as demais espécies. Precisamos comer e adquirimos certas preferências alimentares que são poucas. Se enumerarmos as possibilidades de alimentação entre as espécies humanas e não humanas, veremos que, ao contrário do que acreditamos, não somo generalistas mas especialistas, pois a diversidade de nossos alimentos é muito pequena.

Os (poucos) animais utilizados para a alimentação humana têm sua perpetuação garantida. O fato de nos alimentar da carne de uns poucos espécimes animais, garante a estas espécies sua perpetuação. Os demais, não utilizados para a nossa alimentação estão sendo dizimados pela ocupação do solo para a plantação de umas poucas espécies vegetais utilizadas na nossa alimentação. O pior é que quanto mais vegetarianos formos, de mais espaço necessitaremos, arrasando os habitat das demais espécies não humanas e não utilizadas pelos humanos para alimentação, transporte ou como mascotes.

A solução? Sinceramente não sei. Vou continuar comendo muitos vegetais e alguma carne de animais de poucas espécies e não pretendo me sacrificar para salvas as espécies não humanas a não ser que me apresentem uma boa alternativa.

Algumas espécies que dominaram a terra duraram milhões de anos até serem extintas. A raça humana ocupa o planeta a pouquíssimos milhares de anos. Chegaremos a milhões de anos? Não sei... Vamos aguardar a evolução das espécies e depois vemos como irá se comportar o mundo...

Mas se alguém tiver alguma sugestão, por favor me avise. Quem sabe não possamos salvar as espécies de animais não humanos?

sábado, 27 de dezembro de 2014

Evolução: animais criados por e para nós

Foram muitos os animais criados pelo homem. Existe a suposição que o mais antigo deles seja o cachorro.

Um dos terrores da humanidade, desde sempre mas hoje nem tanto, eram os lobos. Acredito que pela semelhança com a própria característica social da raça humana, na medida em que, como os humanos, os lobos têm uma sociedade colaborativa.

Os humanos, individualmente, são espécimes sem a menor chance de sobrevivência, tal como os lobos. A força vem da união e da inteligência que, no homem, se evidencia pela maior capacidade de comunicação entre os indivíduos da raça.

Foi há cerca de 15.000 anos, antes mesmo do homem ser capaz de registrar suas memórias pela grafia, que capturou filhotes de lobo e os domesticou. Não satisfeitos com a domesticação, houveram cruzamentos com outros canídeos como os chacais e coiotes. Nascia aí uma cooperação entre a raça humana e as recém criadas  raças de cães. Diferente dos demais animais criados pelo homem, o cão sempre gozou convívio familiar dos humanos. Ao ponto de merecerem ser enterrados juntos com os seus "donos" e criadores e merecerem destaque como divindades entre vários povos, tal como o Anúbis, no Egito. Foram treinados para a caça e para a guerra. Para a paz e para o convívio. Passaram a merecer um lugar na mesa e na cama dos humanos.

Mas houveram outras criações do homem, como o cavalo, que pouco ou quase nada mudou entre o estado selvagem e o doméstico e o gado bovino.

Existem as raças e espécies de animais domésticos e vegetais criados pelo homem para os mais diversos fins, mas a finalidade maior sempre foi a de proteger o homem, garantir-lhe a locomoção e a segurança e garantir a tão necessária ingestão de proteínas.

Hoje alguns dos criadores destas raças a defendem como se humanos fossem.
Seria a evolução da raça humana?

domingo, 9 de novembro de 2014

A república "bolivariana" e nossos heróis brasileiros

Fico muito triste quando chamam nosso governo e taxam as nossas instituições como "bolivarianas".

Minha tristeza é pelo fato de não termos em nosso país nenhuma figura que se assemelhe, de longe, a Simon Bolívar, que lutou pela independência não só de sua pátria, mas dos povos latino-americanos. Aconselho você a pesquisar mais sobre Simon Bolívar.

Nossa independência nada mais foi do que uma forma de nosso colonizador manter o poder, já que movimentos populares cada vez mais se agigantavam ameaçando a coroa portuguesa. E, depois da independência, assumimos a dívida de Portugal com a Inglaterra, que reconstruiu Lisboa com nosso ouro.

Diriam entretanto os fiéis estudiosos de História do Brasil: mas tivemos o Duque de Caxias! E eu ficaria ainda mais triste.

Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias é o símbolo máximo do nepotismo. Seu pai foi regente do império e nosso Duque de Caxias se alistou com 5 anos e com 15 entrou na Escola Militar (graças à influência de seu pai). Seus grandes feitos foi lutar contra o povo, contra os movimentos populares e a favor do Império. Depois de lutar contra o povo brasileiro, lutou contra a então próspera república do Paraguai, que invadiu o Mato Grosso após o Brasil intervir no Uruguai para estabelecer lá um golpe militar que depôs um presidente constitucionalmente eleito para colocar outro que favoreceria o Brasil. Não satisfeito em lutar contra o povo Paraguaio, arregimentou a Argentina (também favorecida pelo golpista) e o próprio Uruguai, já que o Brasil apoiou o golpe havido por lá. O Paraguai ficou arrasado.

Poderiam ainda citar Tiradentes, o que me causaria ainda mais revolta, pois o coitado do alferes foi apenas um bode expiatório, o único que assumiu a rebelião e que, por causa disso, foi condenado à morte.

Não, minha gente. Na realidade nunca tivemos um herói de verdade, um Simon Bolívar.
Por isso, fico muito trite com a comparação de nosso governo como um movimento "bolivariano". Salve Simon Bolívar! Viva o Brasil e seus verdadeiros heróis: o povo brasileiro!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A meu filho

No hotel arrumo as malas para mais uma volta. E à cada volta a expectativa de mais lições a ser aprendidas e mais uma surpresa em meu aprendizado.

Hoje ainda tenho esta expectativa à cada retorno. E a realidade de que, como ele me ensinava, nada é eterno.

Amigo e companheiro, dividia comigo a cultura adquirida do estudo e da observação atenta às coisas realmente importantes que nem sempre observamos, me traz à realidade da vida e seus mistérios mais profundos e simples.


À cada volta um mergulho no infinito mundo da ciência e da .vida. O universo, a natureza e as relações entre tudo que nos cerca.
E a incrível sensação de que perdi a oportunidade de aprender com este que foi para mim o exemplo de tudo o que é bom e superior.

A única certeza é que hoje me espera e que, em breve, nos veremos de novo na eternidade do infinito..

sábado, 21 de junho de 2014

A ameaça que nos ronda

Quando vejo a disputa eleitoral, noto que está ficando cada vez mais clara as propostas do candidato Aécio para a presidência da república. Com a nomeação de Armínio Fraga para a coordenação econômica de sua campanha,fica clara a ameaça à sociedade e à nação brasileira.

Armínio Fraga foi o autor da declaração sobre as "medidas impopulares" que, entre outras coisas, implicaria na diminuição do salário mínimo. Outra receita é o aumento de juros para conter a inflação. Uma das primeiras medidas quando assumiu o Banco Central no governo FHC, foi aumentar os juros de 25 para 45%, transferindo renda para os grandes credores do governo (naquela época o Brasil era subserviente ao FMI).

Mas não para por aí. A tentativa de privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal coincide com sua gestão no Banco Central, demonstrando sua tendência privatizante.

Não seria de admirar que Pedro Malan, seu colega de governo volte e ajude nas medidas a favor de bancos como Marka / Fonte Cidam, financiamento do BNDES às empresas estrangeiras para privatizações no mínimo duvidosas e novos acordos com o FMI.

Pense bem no legado de FHC, mentor do candidato Aécio ao Planalto ao escolher seu candidato.

Veja ainda o que diz Miguel do Rosário sobre isto.